Ser Mãe no Japão

Dia das Mães Maternidade Japonesa Filho Japão Re-vista Projeto Camila Eleuterio
Mãe Japonesa Emocionada
Que a sociedade japonesa é bastante focada no bem-estar do grupo e não do indivíduo nós já sabemos.
Sempre que tem desastres naturais, a mídia fala sobre o espírito de união dos japoneses, a ausência de saques, a rápida reconstrução etc.
Esse espírito de comunidade dos japoneses, de onde vem? Como os pais criam seus filhos para que se adequem à sociedade?
Quando a criança entra na escola, ela tem uma série de regras para obedecer e também tem que aprender a conviver com pessoas de fora da família. Esse é o começo de um caminho que vai ficando cada vez mais restrito à medida que ela cresce.
Por isso, os pais japoneses geralmente permitem que seus filhos sejam espontâneos, expansivos, barulhentos e dependentes enquanto ainda não têm que frequentar a escola. Permitem que crianças sejam crianças, enfim.
E a mãe desempenha um papel fundamental nesse processo.
Antes da criança entrar na escola, ela passa a maior parte do tempo com a mãe, que  incentiva a sua dependência a fim de que seja criado entre elas um forte vínculo. Segundo essa lógica, mais tarde essa criança se torna um jovem independente, pois lhe foi dada a oportunidade de ser dependente na fase em que precisava sê-lo.
Um costume japonês é o de os pais dormirem com as crianças na mesma cama até que ela complete cerca 5 anos, ou o pai fica num quarto separado e a mãe fica com os filhos em outro.
Além disso, os pais japoneses não são do tipo superprotetores, preferindo deixar o filho experimentar o mundo e tirar suas próprias conclusões do que é adequado/inadequado para si.
O pai japonês geralmente interage com o filho apenas nas folgas, que são escassas. É raro um homem que divide as tarefas de cuidar do filho com a esposa. Os papeis são bem claros: o marido trabalha fora e provê recursos materiais, a esposa fica em casa e se responsabiliza pela administração da casa e pelos cuidados do filho. A mãe japonesa costuma estudar sobre desenvolvimento infantil e busca fazer atividades lúdicas com seu filho. Também é costumeiro as mães introduzirem aos seus filhos os números e o sistema de escrita básico antes de eles entrarem para a educação compulsória aos 6 anos, procurando acelerar seu aprendizado.
O sucesso do filho na escola e nos grupos sociais passa a significar o sucesso da mãe. Isso pode acabar virando um problema, como é o caso das “kyoiku mama”教育ママ (mãe educadora), termo pejorativo que define as mães obcecadas com a educação e o sucesso dos filhos, em detrimento do seu bem-estar físico e emocional.
Mesmo assim, se comparados aos jovens norte-americanos, os japoneses têm menor ocorrência de uso de drogas, gravidez precoce, depressão e violência.
Além das leis rígidas, acredito que o que leva a esses resultados sejam a crença que os japoneses têm no valor do esforço e da superação diárias e a pressão que a sociedade faz para que cada indivíduo seja útil para a manutenção do sistema.
A educação que os japoneses dão aos filhos parece ser boa para a criança e para a sociedade. Porém, a rara presença do pai e o fato de a mãe acabar abdicando de sua carreira em prol da maternidade são questões bastante discutidas. Alguns dizem que o Japão é um bom país para ser mãe porque lá é um dos poucos países de 1º mundo em que a maternidade é valorizada e que a mulher não é mal-vista se para de trabalhar para cuidar dos filhos. Outros dizem o contrário, que o Japão é o pior país para ser mãe, que depois elas não conseguem voltar a trabalhar, que os maridos não ajudam em casa. Mães solteiras, então, é praticamente impossível de ver. Pra se ter uma noção, a média nacional japonesa é de 2,84% (2006) tanto para pais quanto para mães solteiros, enquanto no Brasil a média é de 26% de mães solteiras (2009).
Uma sociedade focada no bem-estar do grupo tem diversos pontos positivos e negativos. Sinto que os japoneses de hoje em dia têm o desafio de se sentirem em harmonia tanto com seus grupos sociais quanto consigo mesmos.
 Veja abaixo mais informações
Vídeo
Comercial da Pamper’s Japão (ative as legendas)
“Quando o bebê faz aniversário, a mãe também faz”

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kamira

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